RECONSTRUÇÃO DE MAMA

Cirurgia de Reconstrução da Mama

 

O Câncer de Mama está se erguendo na civilização moderna como um dos tipos de câncer mais freqüente na mulher, e uma enorme campanha mundial de prevenção e detecção precoce está sendo realizada para que, cada vez mais, esse câncer possa ter cura.

Toda essa conscientização aumentou enormemente o diagnóstico desse tumor, sendo necessário a sua retirada cirúrgica, muitas vezes acompanhada de quimioterapia e radioterapia.

Dependendo do tamanho e do tipo de câncer, a cirurgia para retirá-lo causa uma grande deformidade da mama, sendo muitas vezes necessária uma retirada parcial (quadrantectomia) ou total da mama (mastectomia radical) para que a paciente tenha chance de viver.

Na medicina moderna, tratar o câncer de mama não quer dizer que a paciente tenha que conviver com uma deformidade na mama, o que debilita todo seu convívio social, sua estabilidade psicológica e sua feminilidade.

A reconstrução de mama é uma necessidade de enorme importância, acessível, e não atrapalha o tratamento do câncer! 

Toda reconstrução de mama é feita em geral em 3 etapas, chamados tempos cirúrgicos, com um espaço de 4 a 6 meses entre eles, sendo que o 1º tempo pode ser realizado junto com a própria mastectomia. São eles:


– 1º tempo: fechar o defeito da mastectomia e reconstruir um volume no tórax com forma semelhante a uma mama. Para isso pode-se usar da gordura do abdômen (TRAM), do músculo das costas com prótese (Grande Dorsal) ou de um expansor de tecido.


– 2º tempo: deixar uma mama mais parecida com a outra. Essa cirurgia depende do resultado do 1º tempo, mas em geral envolve fazer melhorias na mama reconstruída e levantar a mama normal com Mamopexia ou Mamoplastia Redutora. Quando se usa expansor, é nesse tempo que se realiza a troca por uma prótese definitiva.


– 3º tempo: reconstrução do mamilo (bico do seio). Usando dos próprios tecidos locais, faz-se a reconstrução do mamilo. Após esse tempo, também programa-se a reconstrução da aréola (parte rosa ao redor do mamilo) com uma “tatuagem” chamada micro pigmentação.

 

Quais os cuidados pré-operatórios?

 

A paciente terá todas as orientações por escrito sobre a cirurgia, devendo sempre estar atento ao seu estado geral e comunicar qualquer alteração, como uma gripe, dor de garganta, ardor ao urinar, etc.

Nesse caso, a paciente será avaliada e a cirurgia poderá ser adiada para sua própria segurança.

Deve-se vir acompanhado para a cirurgia, prestar atenção ao jejum e evitar o uso de brincos, anéis, piercings, esmaltes coloridos nas unhas, etc.

A paciente será submetida a uma série de exames pré-operatórios (laboratoriais, Rx de tórax e eletrocardiograma) e por avaliações clínicas a depender de cada caso.

O uso de algumas medicações como ácido acetil salicílico, ginko biloba, bufedil, vitamina E, anticoagulantes e fórmulas para emagrecer deverão ser suspensas pelo menos 15 dias antes da cirurgia.

Qualquer medicação usada deve ser informada ao médico, pois várias delas podem causar efeitos colaterais que obrigam à suspensão da cirurgia.

Da mesma forma o tabagismo é altamente indesejável. Serão feitas fotografias pré-operatórias e entre cada tempo cirúrgico para posterior comparação.

 

Qual o tipo de anestesia?

 

Desde que o paciente seja avaliado corretamente, os procedimentos anestésicos atuais oferecem baixíssimos riscos de problemas.

De acordo com as possibilidades clínicas e o desejo da paciente, preferimos usar anestesia geral.

 

A cirurgia

 

Os procedimentos descritos resumidamente aqui não se aplicam a todas as pacientes pois cada uma terá sua indicação precisa pelo cirurgião plástico.

Os procedimentos devem ser realizados com um espaço médio de 4 a 6 meses entre si, a depender da radioterapia e da quimioterapia, quando necessárias.

– 1º tempo: dependendo da paciente, teremos uma opção das 3 abaixo:
              a) TRAM: é uma cirurgia onde se utiliza do volume de gordura do abdômen inferior das pacientes com alguma barriga, rodando-o por dentro do corpo para a posição de uma mama. É a única maneira onde não se utiliza prótese na mama, no entanto coloca-se uma tela na região do abdômen para reforçar o local onde o músculo reto abdominal foi removido junto com a gordura. Para fechar a área retirada, realiza-se uma abdominoplastia muitas vezes com grande melhora do contorno abdominal, apesar de não ser esse o principal objetivo da cirurgia.
              b) Grande Dorsal com prótese: se utiliza um músculo das costas, o grande dorsal, rodando-o para frente por dentro do corpo e usando-o para recobrir uma prótese mamária para se obter o volume e forma necessários.
              c) Expansor de Tecidos: é a forma mais simples de reconstrução, mas seu resultado é para casos selecionados. Baseia-se na colocação de um expansor abaixo do músculo peitoral, deixado após a mastectomia. Em retornos no consultório, o cirurgião injeta soro fisiológico numa válvula deixada abaixo da pele, que vai encher o expansor e dar volume e forma aos tecidos a sua volta.

– 2º tempo: como já dito, envolve melhorar a forma da mama reconstruída (ou trocar o expansor por uma prótese, se foi esse o método usado) e muitas vezes operar a mama normal para que ambas fiquem mais parecidas (é comum a mama normal ter um formato mais “caído” que a mama reconstruída, necessitando de uma mamopexia ou mamoplastia redutora).

– 3º tempo: reconstrução do mamilo (bico) com tecidos locais. Feito com anestesia local no próprio consultório se possível.
São utilizados fios de sutura absorvíveis, que não precisam ser retirados, e são deixados 2 drenos para se prevenir acúmulo de líquidos como seroma ou hematoma.

 

Cicatrizes

 

Após a mastectomia, fica a área onde antes ficava a mama, e seu fechamento sempre deixa uma cicatriz na região que pode ser tão grande quanto for necessário para a retirada do tumor.

No caso de se indicar a reconstrução com TRAM, também é deixado uma cicatriz igual à de uma plástica de abdômen (abdominoplastia), escondida dentro da calcinha na parte de baixo do abdômen.

No caso de reconstrução com músculo Grande Dorsal e prótese, é deixada uma cicatriz retilínea nas costas, escondida abaixo da alça do sutiã.

A reconstrução com Expansor não deixa cicatrizes extras além da mastectomia. Todos os fios de sutura utilizados são reabsorvíveis, não sendo necessário sua retirada no pós-operatório.

 

Dor

 

Dependendo do tipo de reconstrução a dor pós-operatória será em locais e intensidades diferentes. No entanto, ela é muito bem controlada por analgésicos orais e anti-inflamatórios, sendo raro o uso de analgésicos mais fortes.

 

Recuperação

 

– 1º tempo: Todas as cicatrizes serão cobertas por micropore durante ao menos um mês, com trocas semanais no consultório pelo cirurgião plástico, quando a cicatriz será examinada e o paciente avaliado.

Independente do tipo de reconstrução recomenda-se repouso relativo na primeira semana, para que os tecidos cicatrizem sem complicações.

No caso de TRAM, assim como na abdominoplastia, nas duas primeiras semanas o paciente deverá manter uma posição com o abdome levemente dobrado ao caminhar e dormir na posição deitada de costas com as pernas dobradas e o tórax levemente elevado com a ajuda de travesseiros.

Recomenda-se roupas confortáveis e abertas na frente e evitar exposição solar. Tomar sol pode marcar permanentemente a cicatriz recente (vermelha) e deverá ser evitado por completo no início, sendo liberado gradualmente e com proteção adequada de acordo com o clareamento (amadurecimento) da cicatriz.

Após a cirurgia, a paciente deverá tomar o antibiótico indicado, em geral por 7 dias, além de um anti-inflamatório por 5 dias e um analgésico quando sentir dores. O primeiro retorno será após 4 dias da cirurgia e, depois, semanalmente para troca de curativos e acompanhamento.

Ao longo do 1º mês a paciente deve voltar a realizar as atividades cotidianas, como dirigir (ao redor dos 25-30 dias), caminhar, etc.

Exercícios gerais poderão ser liberados após 60 dias. A retirada dos pontos externos, quando existentes, poderá ser iniciada em torno do 8o. dia, podendo ser feita de maneira seletiva.

Os drenos serão retirados após 7 dias ou a depender da diminuição de seu débito.

– 2º tempo: cirurgia mais simples que o 1º tempo, mas necessita dos mesmos cuidados pós-operatórios. Ver recuperação de Mamoplastia Redutora para maiores detalhes.

– 3º tempo: cirurgia geralmente feita no consultório e com anestesia local, tem incômodo mínimo. Não usar sutien ou malhas compressivas sobre o mamilo por 30 dias. Os pontos externos são retirados ao redor de 12 dias.


“Tatuagem” ou micro pigmentação: como uma tatuagem, esse procedimento também de consultório dá o retoque final à reconstrução com incômodos mínimos.

Lavar a região apenas após 48hs da pigmentação e usar a pomada indicada por 7 dias.

 

Resultado Final

 

Quatro meses após os 3 tempos de reconstrução, a mama deverá aproximar-se de seu resultado final.

Eventualmente retoques são necessários para correção de cicatrizes e irregularidades de contorno.

A radioterapia danifica os tecidos pelo bem maior de erradicar todas as células cancerosas e pode alterar o curso da cicatrização quando for incluída no tratamento do câncer.

Então, podem ser necessários retoques para corrigir as sequelas desse tratamento.

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